Segunda, 15 Junho 2020 11:52

Abril teve alta na inadimplência de empresas e pessoas físicas

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Dados do Boletim Crédito das Regiões Administrativas de São Paulo de maio de 2020 apontam que a inadimplência de pessoas jurídicas no mês de abril foi de 2,28%, alta de 0,13 p.p. em relação a março. Para pessoas físicas foi registrada a maior inadimplência desde maio de 2017: 4,03%.

 

 

O documento, elaborado pelos pesquisadores Francielly Almeida e Marcelo Lourenço Filho, é coordenado pelo professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP.

 

Os aumentos recentes nas taxas de inadimplência estão associados ao quadro de recessão, explicam os pesquisadores: "No caso das empresas, o aumento nos montantes destinados às linhas de crédito e a possibilidade de renegociações nos prazos e juros podem ter contribuído para minimizar os efeitos sobre o nível de inadimplência desse segmento”.

 

A taxa de inadimplência para pessoas físicas é superior por conta das taxas de juros serem mais altas e de não ter havido a criação de nenhuma ampla linha especial de crédito para este público. O auxílio emergencial do governo federal entrou em vigência apenas em meados de abril. Será responsável pela injeção de R$98 bilhões na economia em três meses e deve amenizar a inadimplência.

 

O saldo de crédito também cresceu: de fevereiro a abril de 2020, houve crescimento em todos os setores, com maiores variações na indústria (8,5%) e comércio (6,1%) e construção civil (4,2%). No entanto, quando comparado com dados de janeiro de 2016, percebe-se queda no saldo de crédito, refletindo a perda de dinamismo da atividade econômica.

 

O saldo de crédito ampliado segue em crescimento desde o fim de 2019, tendo alcançando R$ 6,3 trilhões em abril deste ano. Na comparação em 12 meses, o saldo de crédito ampliado teve elevação de 11,7%, enquanto que o saldo de empréstimos e financiamentos a empresas e famílias totalizou R$ 3,7 trilhões no mesmo mês, crescimento de 3,9% em 12 meses.

 

Em fevereiro o estoque total das operações de crédito registrou crescimento no Brasil e no Estado de São Paulo: No país o saldo fechou o mês em R$3,4 trilhões, valor 3,1% maior na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A variação positiva no total de operações de crédito para o estado paulista foi de 4,6%. Em oposição, a Região de Ribeirão Preto teve queda de -3,1%.

 

Por: Leonardo Rezende, Assessoria de Comunicação da FEA-RP.

Lido 553 vezes Última modificação em Segunda, 15 Junho 2020 12:01