Agenda Qualificações e Defesas

  • João Henrique Paulino Pires Eustachio Open or Close

    Data: 10/08/2017, às 14:30
    Local: Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: A estrutura do sistema viável de desenvolvimento sustentável a partir dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU para os municípios do estado de São Paulo: uma aplicação do viable system model para prefeituras municipais
    Autor: João Henrique Paulino Pires Eustachio

    Banca: Prof(a). Dr(a). Dante Pinheiro Martinelli (Presidente)
    Prof(a). Dr(a). Adriana Cristina Ferreira Caldana (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto - FEA/RP - SP)
    Prof(a). Dr(a). Helena Carvalho de Lorenzo (Centro Universitário de Araraquara - UNIARA)
    Prof(a). Dr(a). Melissa Franchini Cavalcanti Bandos (Uni-FACEF)

    Resumo: O desenvolvimento municipal sustentável é um fenômeno complexo. Para que seja possível entender tal fenômeno, é necessário levar em consideração como se comportam as diversas variáveis de dimensões distintas e a interação de uma grande quantidade de atores envolvidos em um processo dinâmico, transformando constantemente o sistema social de uma determinada região. Esta dissertação tem em sua essência, ser um trabalho que está de acordo com o novo paradigma da ciência, descartando explicações simples e prontas sobre o desenvolvimento. Busca agregar toda a complexidade, instabilidade e intersubjetividade que o assunto compreende. Assim, o principal objetivo deste trabalho é desenvolver e diagnosticar o sistema de administração das prefeituras municipais para o desenvolvimento sustentável, tendo como base os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), utilizando como métodos o Viable System Model (VSM) em prefeituras municipais e a criação de Indicador Sistêmico-Cibernético de Desenvolvimento Sustentável (ISCDS) por meio da análise fatorial (AF) para os municípios do estado de São Paulo. Os objetivos específicos também são desenvolvidos de maneira a contribuir ao objetivo principal. Dentre eles estão: diferenciar os diversos conceitos de desenvolvimento, identificar e delimitar o sistema onde acontece o desenvolvimento local, verificar como os ODS podem ser uma forma de promover o desenvolvimento sistêmico, identificar as principais variáveis secundárias que podem compor o desenvolvimento local e que estejam ligadas a cada um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, desenvolver um indicador capaz de medir o desenvolvimento sistêmico utilizando os ODS e, por fim, identificar as diferenças entre os municípios do estado de São Paulo criando agrupamentos de municípios semelhantes. Para tanto, este é um trabalho sistêmico tanto em sua filosofia quanto estrutura, adotando métodos e técnicas tanto quantitativas como qualitativas para se chegar aos resultados das perguntas de pesquisa. Para que fosse possível obter conhecimento suficiente acerca dos temas tratados e propor uma base metodológica sólida de modo a mostrar os resultados esperados, optou-se por realizar um amplo referencial teórico, envolvendo três itens: desenvolvimento, abordagens sistêmico-cibernéticas e objetivos de desenvolvimento sustentável. Os resultados mostraram que é possível aplicar o VSM no sistema administrativo das prefeituras municipais, sendo uma poderosa ferramenta para administrar o a prefeitura de maneira eficiente e também útil para identificar diversas falhas sistêmicas, conforme são expostas nas considerações finais deste trabalho. Por meio da análise fatorial, tendo como base os ODS, foi possível desenvolver um modelo para se medir o desenvolvimento sustentável sistêmico municipal: o ISCDS para os 645 municípios do estado de São Paulo. A partir da obtenção do ISCDS, foram encontrados sete clusters com características diferentes, indicando a necessidade de tratativas administrativas diferentes que visem o desenvolvimento sustentável para cada agrupamento encontrado.

  • Dyego de Oliveira Arruda Open or Close

    Data: 28/07/2017, às 08:30
    Local: Sala 43, Bloco B2
    Título: A dimensão social na experiência de consumo em alimentação fora do lar
    Autor: Dyego de Oliveira Arruda

    Banca: Prof(a). Dr(a). Luciano Thomé e Castro (Presidente)
    Prof(a). Dr(a). Edgard Monforte Merlo (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto - FEA-RP)
    Prof(a). Dr(a). Dirceu Tornavoi de Carvalho (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto - FEA-RP)
    Prof(a). Dr(a). Delane Botelho (Fundação Getúlio Vargas - FGV)
    Prof(a). Dr(a). Milton Augusto Pasquotto Mariani (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS)

    Resumo: A presente tese parte do pressuposto teórico-epistemológico de que os consumidores são “seres sociais”, portanto, eles sofrem influência de uma série de aspectos da dimensão social do ambiente interno de varejo ao longo de uma determinada experiência de consumo. Em suma, entende-se que a dimensão social do ambiente interno dos estabelecimentos de varejo é composta por três grupos de “atores”: os outros consumidores que também estão no ambiente (mas que não interagem verbalmente com o consumidor focal), a companhia que está junto do consumidor focal ao longo da experiência (com a qual ele estabelece interação verbal), além dos colaboradores da organização. Assim sendo, tendo isto em perspectiva, a presente tese teve como objetivo geral analisar a influência da dimensão social (outros consumidores, companhia e colaboradores) nas experiências do consumidor focal. Como locus analítico para a realização das reflexões da tese, optou-se por enfocar as experiências de consumo de alimentos fora do lar, uma vez que o ato de ir à um restaurante, por exemplo, é algo socialmente determinado, com um contexto social evidente, passível ser explorado no âmbito do objetivo geral delineado para o presente trabalho. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa que foi conduzida classificou-se como exploratória e qualitativa, em que foram realizadas 43 entrevistas em profundidade com consumidores de diferentes perfis sociodemográficos que se dirigiram à estabelecimentos de alimentação do tipo fast-food. As entrevistas em profundidade, que ocorreram a partir do uso de um protocolo com questões norteadoras, foram gravadas, transcritas e submetidas à técnicas de análise de conteúdo. Em suma, os principais resultados encontrados na tese dão conta de que os outros consumidores, em específico, induzem o consumidor focal a empreender determinados tipos de reações afetivas, emocionais e comportamentais muitas vezes de modo heurístico e não intencional. Já as companhias, além de fazerem com que a experiência dure mais tempo, também induzem o consumidor focal a “enxergar” a sua experiência de consumo numa perspectiva mais hedônica, de tal modo que o consumidor focal não raro acaba negligenciando, em função da importância atribuída à companhia, eventuais problemas que tenham ocorrido ao longo de sua experiência. Por fim, os colaboradores têm como papel fundamental auxiliar o consumidor quando da ocorrência de algum problema, ou mesmo quando o consumidor apresenta algum tipo de dúvida, sempre de modo atencioso, demonstrando segurança e proatividade (já que estes são aspectos valorizados pelos consumidores). Em resumo, pode-se dizer que a principal implicação da tese é lançar luz no fato de que a dimensão social do ambiente interno de varejo é algo que impacta significativamente as experiências dos consumidores, numa dinâmica em que os gestores das empresas de varejo devem atentar-se com cuidado para esses aspectos.

  • Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira Júnior Open or Close

    Data: 11/08/2017, às 14:00
    Local: Sala 43, Bloco B2 da FEA-RP
    Título: Redução das desigualdades sociais: estudo comparado da gestão de organizações do Terceiro Setor, de Empreendimentos de Economia Solidária e de Negócios Sociais - Modelo Yunus
    Autor: Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira Júnior

    Banca: Prof(a). Dr(a). João Luiz Passador (Presidente)
    Prof(a). Dr(a). Andrea Leite Rodrigues (Escola de Artes, Ciências e Humanidades - EACH/USP) - videoconferência
    Prof(a). Dr(a). Patrícia Maria Emerenciano de Mendonça (Escola de Artes, Ciências e Humanidades - EACH/USP) - videoconferência
    Prof(a). Dr(a). Luís Miguel Luzio dos Santos (Universidade Estadual de Londrina - UEL)

    Resumo: Desde o estabelecimento do capitalismo e formação do estado moderno, discussões sobre as desigualdades resultantes da forma como a maioria das sociedades contemporâneas se organizam econômica e socialmente são frequentes. Sen (2008) afirma que é necessário que se repense os processos de geração e distribuição de renda. A desigualdade econômica crescente apresenta-se como um dos principais problemas sociais da atualidade, sendo uma das principais causas de outros problemas colaterais como violência, desigualdade de gênero, pobreza, entre outros. Assim, a maneira de pensar e o modo de gerir as organizações exerce um papel fundamental. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo geral investigar como práticas de gestão em organizações do Terceiro Setor, Empreendimentos de Economia Solidária e Negócios Sociais – Modelo Yunus, podem contribuir para minimizar o problema da desigualdade social no Brasil. Para atingir este objetivo, foi realizado um estudo exploratório, com entrevistas em profundidade, análise documental e registros em arquivos, incluindo uma incubadora de economia solidária e uma aceleradora de negócios sociais – modelo Yunus, além de seis empreendimentos sociais, sendo dois do terceiro setor, dois da economia solidária e dois negócios sociais – modelo Yunus. Os dados obtidos foram comparados, buscando encontrar padrões comuns e aspectos conflitantes em cada uma das experiências. Privilegiou-se metodologicamente a análise de conteúdo como técnica central do estudo. Como resultado, chegou-se a um comparativo entre as principais práticas de gestão adotadas nos três modelos, em relação à motivação para empreender, hierarquia e entrada de novos trabalhadores, remuneração e propriedade, transparência, aspectos formativos internos e difusão dos princípios praticados e viabilidade financeira. Por fim, concluiu-se que as três vertentes possuem potencialidades a serem exploradas no combate à desigualdade, sendo a economia solidária com maior potencial de transformações estruturais, os negócios sociais com maior potencial de crescimento e desenvolvimento, e o terceiro setor com maior potencial de resolução de problemas sociais pontuais, mostrando-se limitado em relação a transformações estruturais.