O Programa, com apoio do departamento de contabilidade e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo iniciou em 2011 seu plano estratégico para construção de canais de intercâmbios internacionais e colaboração de pesquisa. Neste ano foram realizadas investigações e apresentadas sugestões de centros de interesse do Programa: University of Birmingham, University of Manchester, Politecnico di Milano, University of Leuven, London School of Economics.

Em 2012 o Prof. Dr. André Carlos Busanelli de Aquino e o Prof. Vinicius Aversari Martins visitaram a University of Birmingham, University of Manchester e Politecnico di Milano. No mesmo ano foi estruturada a primeira fase da colaboração: trazer docentes visitantes para cursos de curta duração. Os resultados já foram colhidos em Março e Abril de 2013. Da Manchester Business School, a Profa. PhD. Jean Shaoul (Professora Emérita da Manchester Business School) ministrou disciplina em inglês para turma de 2013, e da University of Birmingham, professores Ph.D. Richard Batley, Ph.D. Ron Hodges, Ph.D. Paul Jackson e Ph.D. Simon DeLay ministraram outra disciplina para mesma turma e foram realizadas reuniões de discussão de colaboração em pesquisa (research meetings).

A segunda fase do Programa está sendo elaborada com a ida de jovens doutores do departamento para realização de estágios seniores de seis meses a um ano, na University of Birmingham, nos departamentos de contabilidade da Birmingham Business School, e no Centro de Estudos em Governos Locais (Institute of Local Government) associado ao departamento de desenvolvimento internacional.

Em 2013, ainda foi realizada a segunda missão, com destino à University of Leuven, para conhecer a estrutura de grupos de pesquisa, e University of Birmingham para buscar tecnologia para o ensino de pôs graduação e estruturação de vias de doutorado direto.

Paralelamente ao esforço direcionado à Europa, a Profa Adriana Maria Procópio de Araújo conduziu o fortalecimento das relações com a Universidade de Illinois, em conjunto Prof. A. Rashad Abdel-khalik, diretor do Centro de Pesquisas em Contabilidade Internacional, VK Zimmerman Center, para projetos conjuntos incluindo intercâmbio de alunos e professores.

Outra fase da internacionalização é a realização de pós-doc de orientadores do Programa em instituições internacionais:

 

Orientador Ano Instituição Fomento
Adriana Maria Procópio de Araujo  2012-2013 University of Illinois. Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, Brasil.
André Carlos Busanelli de Aquino 2011-2011 Universidade de Paris I, Panthéon-Sorbonne, UP1, França. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil.
Amaury José Rezende 2009-2010 Justus Liebig - University Giessen (Alemanha), JLU, Alemanha. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil.
José Dutra de Oliveira Neto 2008-2009 University of Illinois - System, UILLINOIS, Estados Unidos. Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, Brasil.
Marcelo Botelho da Costa Moraes 2018-2018 Massachusetts Institute of Technology, MIT, Estados Unidos Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, Brasil.
Sigismundo Bialoskorski Neto  2009-2009 Justus Liebig-Universität Gie en. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
  2014-2014 University of Surrey.  
Silvio Hiroshi Nakao 2012-2013 University of Sydney. Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, Brasil.

 

 

 Clique aqui para maiores informações sobre internacionalização na FEA-RP.

 

 

Agenda Qualificações

Agenda Defesas

  • João Paulo Augusto Eça Open or Close

    Área:    Controladoria e Contabilidade

    Curso: Mestrado
    Data:    10/01/2020, às 15h00 - horário de Brasília
    Local: 
    Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: Efeito das fontes de financiamento sobre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa: evidências para o Brasil
    Autor: João Paulo Augusto Eça

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maurício Ribeiro do Valle (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Tatiana Albanez (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA) - MCONF RNP

    Prof(a). Dr(a). Andrei Aparecido de Albuquerque (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar)

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Botelho da Costa Moraes (FEA-RP)

     

    Resumo: 

    Em mercados imperfeitos, caracterizados por forte presença de custos de falência, de custos de agência e de assimetria de informação entre os agentes, há imposição de restrição por parte dos credores à capacidade de financiamento externo das firmas. Com isso, considera-se que o investimento de empresas que sofrem restrição ao financiamento externo é dependente da geração de recursos internos (investimentos mais sensíveis ao fluxo de caixa). Entretanto, ao reconhecer a existência de características distintas entre as fontes de financiamento disponíveis, é possível que a restrição financeira sofrida pelas empresas possa ser diferente conforme a fonte de crédito utilizada pela empresa O que se questiona neste estudo é se as principais fontes de financiamento utilizadas pelas empresas são capazes de reduzir a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e, consequentemente, a restrição financeira das firmas. Para responder a esta pergunta, o estudo contou com uma amostra de 153 companhias do setor industrial, tanto de capital aberto quanto de capital fechado, que foi subdividida entre firmas restritas financeiramente e não restritas (pelos critérios tamanho e rating). O modelo escolhido como base para as análises foi o de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa, comumente utilizado em pesquisas que tratam de restrição financeira. Após as estimações, alguns resultados persistiram, a saber: i) a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa verificada para as empresas consideradas financeiramente restritas; ii) a relação não significativa entre as variáveis representativas do crédito bancário e subsidiado sobre a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa) e iii) a relação negativa e significante entre a participação moderada da dívida de mercado de capitais e a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa). Análises adicionais mostraram que as empresas que possuem participação moderada da dívida de mercado de capitais, em geral, têm maior heterogeneidade em sua estrutura de dívida, ou seja, acessam diferentes fontes de financiamento. Além disso, o estudo mostrou que as empresas que possuem acesso às diferentes fontes de financiamento aumentam seus investimentos nos períodos em que apresentam resultados adversos (queda do lucro ou, até mesmo, prejuízo contábil). Ao atingir resultados superiores nos exercícios subsequentes, essas empresas, em média, reduzem o volume de investimento. Tal comportamento explica, portanto, a sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa.

Atualização do site

  • Atualizado em: 11 Dezembro 2019, 16:17:29.