Pesquisas em Contabilidade e Controladoria

Cada Programa de Pós-Graduação stricto-sensu reconhecido pela CAPES, divide suas investigações científicas nas chamadas "Linhas de Pesquisa". Em torno destas linhas os orientadores organizam seus projetos, aos quais os candidatos aderem. Estas linhas representam as principais competências do grupo de docentes que compõem o Programa, e portanto dão a identidade ao curso.

Os alunos, ao longo do primeiro ano, irão aderir a projetos de pesquisa em andamento dos orientadores, que já fazem parte de grupos de pesquisa e, estão alinhados com os Projetos Transversais do programa. Ou poderão propor seus próprios interesses de investigação aos orientadores, que avaliarão a viabilidade e aderência com o foco de pesquisa do programa.

Nosso Mestrado e Doutorado estão estruturados em duas linhas de pesquisa, que representam a competências desenvolvidas internamente em disciplinas e produção de conhecimento: contabilidade financeira e finanças e a linha de controladoria.

Está em processo de desenvolvimento a área de educação em contabilidade, a qual pretende servir às duas linhas de pesquisas vigentes. Seu foco está na formação de docentes para a área contábil, na estruturação de currículos dos cursos de ciências contábeis e na educação à distância.

 

A) Contabilidade Financeira e Finanças

Nesta linha de pesquisa são pesquisados temas voltados para a geração, divulgação, uso e regulação da informação contábil pelos usuários externos às organizações, como Investidores, Governo, Agências Reguladoras, Órgãos de Controle Externo (no caso de organizações públicas). Preferencialmente as pesquisas nesta linha fazem parte dos projetos transversais e estão alocadas nos grupos de pesquisa.

Veja aqui os orientadores da linha de pesquisa.

 

Projetos de Pesquisa:

Nome do projeto 
Orientador Responsável
Controle gerencial em empresas brasileiras: geração de conhecimento a partir dos práticos Amaury José Rezende
Uma análise da influência dos fatores institucionais sobre a adoção das práticas de contabilidade e gestão ambiental Amaury José Rezende
Análise de riscos em mercados financeiros Fabiano Guasti Lima
Finanças corporativas: governança, estrutura e custo de capital, rentabilidade e geração de valor - grupo grt finance Fabiano Guasti Lima
Incluindo sustentabilidade na análise econômico financeira das empresas brasileiras Fabiano Guasti Lima
Métodos computacionais para análise e previsão de dados financeiros Fabiano Guasti Lima
Verificação da acurácia e da dispersão das previsões no mercado de capitais brasileiro: um estudo comparativo da adoção do padrão ifrs sobre a qualidade preditiva da informação contábil Fabiano Guasti Lima
Fluxo dos passivos ambientais nas empresas potencialmente poluidoras Maisa de Souza Ribeiro
Desenvolvimento de políticas de gerenciamento de caixa em empresas brasileiras Marcelo Botelho da Costa Moraes
Desenvolvimento de políticas de gerenciamento de caixa utilizando modelos computacionais híbridos Marcelo Botelho da Costa Moraes
Estratégias financeiras, estrutura e custo de capital das organizações brasileiras Maurício Ribeiro do Valle
Tributação, governança e transparência Silvio Hiroshi Nakao

 

 

B) Instituições e Eficiência das Organizações

A linha aborda a eficiência de organizações, como algo desejado pela sociedade, pelos membros daquela organização ou por todos que são atendidos por elas. Essa eficiência decorre de estratégias, processos e formas de organização das atividades e de equipes, mas também do contexto institucional em que estão inseridas.

A análise da eficiência também considera que por vezes organizações contrapõem a eficiência econômica com busca de legitimidade e eercício de poder no setor em que opera. A linha considera diversas possibilidades de racionalidade de decisão, dependendo da abordagem teórica utilizada. Buscamos além das explicações científicas, as implicações práticas para o aprimoramento de tais organizações. São utilizadas diversas abordagens metodológicas, mas sempre mantendo o foco na explicação de teorias institucionais e organizacionais.

Os projetos de pesquisa da linha analisam formas organizacionais como (i) Cooperativas das diversas naturezas, (ii) Empresas familiares em diversos segmentos e portes, (iii) Organizações do setor público, como governos nas diversas instâncias, (iv) Relações interorganizacionais como terceirização, joint-ventures, redes e transações específicas, como processos judiciários. A linha de pesquisa oferece:  a) Projetos de pesquisa que focam instituições e organizações de diferentes naturezas, b) Base teórica consolidada em Teoria Organizacional e Institucional (Sociológica e Econômica); c) Treinamento em métodos de pesquisa qualitativa e quantitativa. 

Nesta linha o candidato ao titulo de mestre ou doutor tem oportunidade de estudar diversos tipos de organizações, não se restringe a empresas de capital aberto. As temáticas de projetos tratadas em 2017-2020 são: Finanças e Governança em Organizações Cooperativas (grupo de pesquisa: Observatório do Cooperativismo), Governos Locais (grupo de pesquisa: PSAGiB - http://sites.usp.br/psag), Empresas familiares (responsável: Marcelo Pagliarussi), Relações interorganizacionais no poder judiciário (responsável: Carlos Bonacim).

Veja aqui os orientadores da linha de pesquisa.

 

 Projetos de Pesquisa: 

Nome do projeto Orientador responsável
O ensino da contabilidade no Brasil: oportunidades e desafios Adriana Maria Procópio de Araujo
Difusão da reforma da contabilidade na esfera municipal brasileira André Carlos Busanelli de Aquino
Explicações da difusão da informação de desempenho na administração pública brasileira e soluções para aperfeiçoamento André Carlos Busanelli de Aquino
Maturidade da informação contábil nos municípios brasileiros André Carlos Busanelli de Aquino
Modelos de desempenho e custos de transação em contratos intra e interorganizações (setor público e agentes não financeiras) André Carlos Busanelli de Aquino
O perfil do profissional da contabilidade no Brasil André Carlos Busanelli de Aquino
Proposta financeiro-pedagógica, para a gestão de escolas públicas municipais brasileiras do ensino fundamental, que colabore para a melhoria no desempenho escolar na prova Brasil Carlos Alberto Grespan Bonacim
Modelo vivencial de aprendizagem intercultural em simuladores de empresas José Dutra de Oliveira Neto

 

 

 

Agenda Qualificações

Agenda Defesas

  • João Paulo Augusto Eça Open or Close

    Área:    Controladoria e Contabilidade

    Curso: Mestrado
    Data:    10/01/2020, às 15h00 - horário de Brasília
    Local: 
    Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: Efeito das fontes de financiamento sobre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa: evidências para o Brasil
    Autor: João Paulo Augusto Eça

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maurício Ribeiro do Valle (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Tatiana Albanez (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA) - MCONF RNP

    Prof(a). Dr(a). Andrei Aparecido de Albuquerque (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar)

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Botelho da Costa Moraes (FEA-RP)

     

    Resumo: 

    Em mercados imperfeitos, caracterizados por forte presença de custos de falência, de custos de agência e de assimetria de informação entre os agentes, há imposição de restrição por parte dos credores à capacidade de financiamento externo das firmas. Com isso, considera-se que o investimento de empresas que sofrem restrição ao financiamento externo é dependente da geração de recursos internos (investimentos mais sensíveis ao fluxo de caixa). Entretanto, ao reconhecer a existência de características distintas entre as fontes de financiamento disponíveis, é possível que a restrição financeira sofrida pelas empresas possa ser diferente conforme a fonte de crédito utilizada pela empresa O que se questiona neste estudo é se as principais fontes de financiamento utilizadas pelas empresas são capazes de reduzir a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e, consequentemente, a restrição financeira das firmas. Para responder a esta pergunta, o estudo contou com uma amostra de 153 companhias do setor industrial, tanto de capital aberto quanto de capital fechado, que foi subdividida entre firmas restritas financeiramente e não restritas (pelos critérios tamanho e rating). O modelo escolhido como base para as análises foi o de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa, comumente utilizado em pesquisas que tratam de restrição financeira. Após as estimações, alguns resultados persistiram, a saber: i) a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa verificada para as empresas consideradas financeiramente restritas; ii) a relação não significativa entre as variáveis representativas do crédito bancário e subsidiado sobre a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa) e iii) a relação negativa e significante entre a participação moderada da dívida de mercado de capitais e a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa). Análises adicionais mostraram que as empresas que possuem participação moderada da dívida de mercado de capitais, em geral, têm maior heterogeneidade em sua estrutura de dívida, ou seja, acessam diferentes fontes de financiamento. Além disso, o estudo mostrou que as empresas que possuem acesso às diferentes fontes de financiamento aumentam seus investimentos nos períodos em que apresentam resultados adversos (queda do lucro ou, até mesmo, prejuízo contábil). Ao atingir resultados superiores nos exercícios subsequentes, essas empresas, em média, reduzem o volume de investimento. Tal comportamento explica, portanto, a sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa.

Atualização do site

  • Atualizado em: 11 Dezembro 2019, 16:17:29.