Como acontece a pesquisa no programa?

O aluno, ao entrar no curso de mestrado, realizará uma pesquisa suportada e apoiada em toda expertise do corpo de professores que faz parte do mestrado. As pesquisas de doutorado já contam com mais autonomia por parte do discente, mas ainda assim associadas aos projetos vigentes no programa.
Nosso mestrado estrutura a pesquisa em torno de Grupos de Pesquisa e Projetos Transversais. Tais projetos são iniciativas de pesquisa conjunta de docentes, para responder determinada questão que é social e economicamente relevante. Em torno destes projetos orbitam os centros e núcleos de pesquisa e os projetos individuais de docentes e de alunos.
Tudo no Programa é organizado para convergir à formação de pesquisadores que podem contribuir nestes Projetos Transversais, e atuar nos centros de pesquisa de forma a ter uma verdadeira experiência de pesquisa, de forma colaborada. A aderência a centros de pesquisa confere ao aluno a oportunidade de compartilhamento de referencial teórico, experiências, softwares, métodos e dados. Portanto, o Programa está estruturado em torno de projetos transversais, e seus respectivos projetos individuais.

 

Como o candidato deve escolher um projeto de pesquisa?

Os candidatos brasileiros ou estrangeiros que iniciam suas pesquisas no nosso mestrado ou doutorado, ou mesmo professores de outros centros realizando um pós-doutoramento no Brasil, aderem aos grupos e núcleos em torno destes projetos transversais.
O aluno, na entrada do curso, é incentivado a aderir aos projetos dos grupos de pesquisa. Isto pode ser feito escolhendo um, entre os projetos ofertados por docentes todo ano, para realizar no seu mestrado. A lista de projetos é publicada no site. Estes projetos são partes de iniciativas de pesquisas maiores, fazendo parte dele o aluno tem oportunidade de colaborar e viver o ambiente de pesquisa.
Os alunos também podem propor temáticas isoladas, de interesse próprio, neste caso, este deverá ser aceito por um dos orientadores nos primeiros 6 meses do programa.

Agenda Qualificações

Agenda Defesas

  • João Paulo Augusto Eça Open or Close

    Área:    Controladoria e Contabilidade

    Curso: Mestrado
    Data:    10/01/2020, às 15h00 - horário de Brasília
    Local: 
    Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: Efeito das fontes de financiamento sobre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa: evidências para o Brasil
    Autor: João Paulo Augusto Eça

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maurício Ribeiro do Valle (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Tatiana Albanez (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA) - MCONF RNP

    Prof(a). Dr(a). Andrei Aparecido de Albuquerque (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar)

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Botelho da Costa Moraes (FEA-RP)

     

    Resumo: 

    Em mercados imperfeitos, caracterizados por forte presença de custos de falência, de custos de agência e de assimetria de informação entre os agentes, há imposição de restrição por parte dos credores à capacidade de financiamento externo das firmas. Com isso, considera-se que o investimento de empresas que sofrem restrição ao financiamento externo é dependente da geração de recursos internos (investimentos mais sensíveis ao fluxo de caixa). Entretanto, ao reconhecer a existência de características distintas entre as fontes de financiamento disponíveis, é possível que a restrição financeira sofrida pelas empresas possa ser diferente conforme a fonte de crédito utilizada pela empresa O que se questiona neste estudo é se as principais fontes de financiamento utilizadas pelas empresas são capazes de reduzir a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e, consequentemente, a restrição financeira das firmas. Para responder a esta pergunta, o estudo contou com uma amostra de 153 companhias do setor industrial, tanto de capital aberto quanto de capital fechado, que foi subdividida entre firmas restritas financeiramente e não restritas (pelos critérios tamanho e rating). O modelo escolhido como base para as análises foi o de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa, comumente utilizado em pesquisas que tratam de restrição financeira. Após as estimações, alguns resultados persistiram, a saber: i) a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa verificada para as empresas consideradas financeiramente restritas; ii) a relação não significativa entre as variáveis representativas do crédito bancário e subsidiado sobre a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa) e iii) a relação negativa e significante entre a participação moderada da dívida de mercado de capitais e a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa). Análises adicionais mostraram que as empresas que possuem participação moderada da dívida de mercado de capitais, em geral, têm maior heterogeneidade em sua estrutura de dívida, ou seja, acessam diferentes fontes de financiamento. Além disso, o estudo mostrou que as empresas que possuem acesso às diferentes fontes de financiamento aumentam seus investimentos nos períodos em que apresentam resultados adversos (queda do lucro ou, até mesmo, prejuízo contábil). Ao atingir resultados superiores nos exercícios subsequentes, essas empresas, em média, reduzem o volume de investimento. Tal comportamento explica, portanto, a sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa.

Atualização do site

  • Atualizado em: 11 Dezembro 2019, 16:17:29.