Como acontece a pesquisa no programa?

O aluno, ao entrar no curso de mestrado, realizará uma pesquisa suportada e apoiada em toda expertise do corpo de professores que faz parte do mestrado. As pesquisas de doutorado já contam com mais autonomia por parte do discente, mas ainda assim associadas aos projetos vigentes no programa.
Nosso mestrado estrutura a pesquisa em torno de Grupos de Pesquisa e Projetos Transversais. Tais projetos são iniciativas de pesquisa conjunta de docentes, para responder determinada questão que é social e economicamente relevante. Em torno destes projetos orbitam os centros e núcleos de pesquisa e os projetos individuais de docentes e de alunos.
Tudo no Programa é organizado para convergir à formação de pesquisadores que podem contribuir nestes Projetos Transversais, e atuar nos centros de pesquisa de forma a ter uma verdadeira experiência de pesquisa, de forma colaborada. A aderência a centros de pesquisa confere ao aluno a oportunidade de compartilhamento de referencial teórico, experiências, softwares, métodos e dados. Portanto, o Programa está estruturado em torno de projetos transversais, e seus respectivos projetos individuais.

 

Como o candidato deve escolher um projeto de pesquisa?

Os candidatos brasileiros ou estrangeiros que iniciam suas pesquisas no nosso mestrado ou doutorado, ou mesmo professores de outros centros realizando um pós-doutoramento no Brasil, aderem aos grupos e núcleos em torno destes projetos transversais.
O aluno, na entrada do curso, é incentivado a aderir aos projetos dos grupos de pesquisa. Isto pode ser feito escolhendo um, entre os projetos ofertados por docentes todo ano, para realizar no seu mestrado. A lista de projetos é publicada no site. Estes projetos são partes de iniciativas de pesquisas maiores, fazendo parte dele o aluno tem oportunidade de colaborar e viver o ambiente de pesquisa.
Os alunos também podem propor temáticas isoladas, de interesse próprio, neste caso, este deverá ser aceito por um dos orientadores nos primeiros 6 meses do programa.

Agenda Qualificações

Agenda Defesas

  • Juliano Augusto Orsi de Araujo Open or Close

    Área:  Controladoria e Contabilidade
    Data:   03/06/2019, às 14h00 (horário de Brasília)
    Local: Sala 43, Bloco B2 da FEA-RP
    Título: Remuneração de executivos e informação contábil: um estudo sobre a qualidade do lucro e o fluxo de caixa operacional
    Autor: Juliano Augusto Orsi de Araujo

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maisa de Souza Ribeiro (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Andson Braga de Aguiar (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA) - webconferência MCONF

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Botelho da Costa Moraes (FEA-RP)

    Prof(a). Dr(a). Ilse Maria Beuren (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC) - webconferência MCONF

    Prof(a). Dr(a). Tabajara Pimenta Júnior (FEA-RP)

    Prof(a). Dr(a). Nuno Gonçalves Gracias Fernandes (Universidade Católica Portuguesa) - webconferência MCONF

     

    Resumo: As relações entre investidores e executivos são abordadas pela Teoria da Agência que, entre outras tratativas, afirma que a remuneração executiva é um instrumento que investidores dispõem para controlar as ações de executivos. No entanto, há a assimetria de informações e os executivos possuem maneiras de gerenciar dados contábeis de modo a atingir as metas estabelecidas pelas políticas de remuneração e aumentar a própria riqueza, em detrimento do aumento da riqueza do acionista. Nesse sentido, esta tese investigou se a informação contábil tem a capacidade de influenciar nos determinantes da remuneração executiva de companhias europeias, no período de 2008 a 2017. Para isso, lançou-se mão de três artigos independentes que juntos constroem esta tese. O primeiro, uma revisão de literatura em que se traçou um retrato temporal, geográfico e temático das publicações acerca do problema de agência. Os dois artigos seguintes são empíricos e abordaram duas vertentes contábeis de suma importância para a sustentação de uma companhia: o resultado e o caixa. O segundo artigo investigou se os pacotes de remuneração executiva sofrem influência da qualidade do resultado e o terceiro artigo investigou acerca da influência do fluxo de caixa operacional sobre a remuneração executiva. A pesquisa utilizou dados secundários, de modo que o estudo bibliográfico foi elaborado a partir de um levantamento bibliométrico, e os dois trabalhos empíricos foram construídos a partir de dados coletados da base Thomson Reuters Eikon© e de empresas estabelecidas em países da União Europeia, no período de 2008 a 2017. A técnica estatística aplicada foi a regressão com dados em painel. O estudo bibliométrico indicou uma lacuna no conhecimento preenchida pelos dois artigos empíricos. O primeiro identificou que as companhias não determinam os pacotes de remuneração a partir da qualidade do resultado; o segundo identificou uma bonificação paga ao executivo em função da geração de caixa operacional. A contribuição da tese se dá no alerta aos investidores acerca da determinação das políticas de remuneração executiva a partir de indicadores de desempenho de curto prazo, não havendo nenhuma relação destas compensações com indicadores que apontam qualidade da informação contábil e  sustentabilidade de resultados no longo prazo.

Atualização do site

  • Atualizado em: 18 Abril 2019, 17:44:26.