O candidato estrangeiro tem duas formas de realizar seu mestrado ou doutorado em Controladoria e Contabilidade. A mais rápida e segura, devido à questão da mobilidade do estrangeiro, é através do programa PEC - PG. Este programa (Programa de Estudante - Convênio de Pós-Graduação) é mantido pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para as bolsas de mestrado e pela CAPES (Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior) para as bolsas de doutorado, e permite ao estrangeiro um apoio maior para resolver as questões de visto e bolsa para residir no Brasil. Este processo depende de aprovação pelo CNPq/CAPES e de aprovação do candidato pela coordenação do Programa. Informações a respeito do Programa PEC-PG para mestrado no site do CNPq e para doutorado no site da CAPES.

 

A segunda possibilidade ao candidato estrangeiro, que por exemplo perdeu os prazos do processo PEC-PG é participar do mesmo processo seletivo aplicado a candidatos brasileiros, concorrendo à uma das vagas publicadas no Edital.

 

Os interessados em pleitear uma bolsa pelo PEC-PG deverão encaminhar a documentação ao Serviço de Pós-Graduação da FEA-RP, para o e-mail posgrad@fearp.usp.br:

  • Currículo;
  • Projeto de pesquisa;
  • Histórico escolar de graduação;
  • Duas cartas de recomendação de professores, pesquisadores ou de pessoas de reconhecida competência na área;
  • Relação de quatro orientadores do Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade - por ordem de prioridade (verifique a relação em Corpo Docente).

 

Agenda Qualificações

Agenda Defesas

  • João Paulo Augusto Eça Open or Close

    Área:    Controladoria e Contabilidade

    Curso: Mestrado
    Data:    10/01/2020, às 15h00 - horário de Brasília
    Local: 
    Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: Efeito das fontes de financiamento sobre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa: evidências para o Brasil
    Autor: João Paulo Augusto Eça

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maurício Ribeiro do Valle (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Tatiana Albanez (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA) - MCONF RNP

    Prof(a). Dr(a). Andrei Aparecido de Albuquerque (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar)

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Botelho da Costa Moraes (FEA-RP)

     

    Resumo: 

    Em mercados imperfeitos, caracterizados por forte presença de custos de falência, de custos de agência e de assimetria de informação entre os agentes, há imposição de restrição por parte dos credores à capacidade de financiamento externo das firmas. Com isso, considera-se que o investimento de empresas que sofrem restrição ao financiamento externo é dependente da geração de recursos internos (investimentos mais sensíveis ao fluxo de caixa). Entretanto, ao reconhecer a existência de características distintas entre as fontes de financiamento disponíveis, é possível que a restrição financeira sofrida pelas empresas possa ser diferente conforme a fonte de crédito utilizada pela empresa O que se questiona neste estudo é se as principais fontes de financiamento utilizadas pelas empresas são capazes de reduzir a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e, consequentemente, a restrição financeira das firmas. Para responder a esta pergunta, o estudo contou com uma amostra de 153 companhias do setor industrial, tanto de capital aberto quanto de capital fechado, que foi subdividida entre firmas restritas financeiramente e não restritas (pelos critérios tamanho e rating). O modelo escolhido como base para as análises foi o de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa, comumente utilizado em pesquisas que tratam de restrição financeira. Após as estimações, alguns resultados persistiram, a saber: i) a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa verificada para as empresas consideradas financeiramente restritas; ii) a relação não significativa entre as variáveis representativas do crédito bancário e subsidiado sobre a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa) e iii) a relação negativa e significante entre a participação moderada da dívida de mercado de capitais e a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa). Análises adicionais mostraram que as empresas que possuem participação moderada da dívida de mercado de capitais, em geral, têm maior heterogeneidade em sua estrutura de dívida, ou seja, acessam diferentes fontes de financiamento. Além disso, o estudo mostrou que as empresas que possuem acesso às diferentes fontes de financiamento aumentam seus investimentos nos períodos em que apresentam resultados adversos (queda do lucro ou, até mesmo, prejuízo contábil). Ao atingir resultados superiores nos exercícios subsequentes, essas empresas, em média, reduzem o volume de investimento. Tal comportamento explica, portanto, a sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa.

Atualização do site

  • Atualizado em: 11 Dezembro 2019, 16:17:29.