Murillo José Torelli Pinto atualmente é professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, nas disciplinas de Contabilidade Financeira. Auditor com vasta experiência em projetos de implantação de IFRS e auditoria de demonstrações financeiras. Instrutor na IOB no curso de Capacitação Internacional em IFRS. Certificado em IFRS (Certif) internacionalmente pelo ACCA Association of Chartered Certified Accountants (UK). Trabalhou no departamento de tributos da Cyrela Brazil Realty S.A..
 
 
Murillo Torelli  

 

Perguntamos ao Murillo sobre sua decisão de fazer mestrado. 

Fazer o mestrado foi uma escolha que fiz nos últimos anos da universidade. Estava cursando o 3º e 4º do Curso de Ciências Contábeis do Mackenzie, trabalhava como analista fiscal em uma grande incorporadora de capital aberto (Cyrela), mas sentia que poderia e conseguiria agregar muito mais para o mercado e para sociedade. Não me visualizava apenas um analista, com possiblidade de fazer uma pós-graduação no futuro.

Comecei a pesquisar sobre o mestrado da FEARP (único que prestei). Foi um processo seletivo longo, mas motivador. Cada prova, cada entrevista, só me motivavam mais a estar perto dos profissionais (professores) e colegas de mestrado que fui conhecendo ao longo do processo.

 

 

Como o mestrado lhe ajudou?

O mestrado da FEARP ensinou muito sobre como ser um pesquisador, como buscar soluções nas dificuldades da profissão, onde e como estudar. Me abriu inúmeras oportunidades. Primeiro as profissionais, o mercado de trabalho me aceitou muito bem antes mesmo da defesa da dissertação, empresas de consultoria e auditoria me buscaram para ótimos cargos. Fui liderar a implantação do escritório de uma consultoria em São Paulo.

Após a defesa da dissertação, tive a felicidade de receber um convite do Mackenzie para substituir uma professora que estava indo para o exterior fazer uma pesquisa. Aceite a oportunidade com a felicidade de trabalhar onde eu estudei na graduação e satisfação de ser colega dos professores que me ensinaram a ciência contábil. No Mackenzie estou até hoje, como professor já contratado.

 

Porque Contabilidade em Ribeirão Preto?

Quando decidi fazer o mestrado tinha certeza que seria na USP e as opções eram Ribeirão Preto ou São Paulo. Optei por Ribeirão Preto, uma vez que a quantidade de alunos por turma é menor e conseguiria ter uma dedicação melhor para curso no interior de São Paulo. Uma instituição reconhecida, com professores de ponta e com estrutura de uma grande cidade.

 

O que diria a quem está pensando na carreira acadêmica?

Só tenho elogios para carreira acadêmica, vejo que foi a melhor escolha que pude fazer, pois a carreira agrega para o profissional e para a universidade, é interessante o quanto um complementa o outro. Estudo todos os dias e me preparo cada vez mais para aulas que acabam refletindo também na carreia profissional.

O tempo curto de “pay back” (alunos de finanças adoram) dos recursos investidos é um tremendo atrativo, além da paixão por ensinar.

 

Fale sobre o Prêmio CRC-SP edição 2015 que recebeu.

O CRC-SP concedeu o prêmio (2º colocado na categoria Dissertações - 2015) que me deixou muito feliz, foi mais um mérito do ótimo programa de mestrado junto com meu excelente orientador Prof. Dr. Vinicius A. Martins. Acredito que grande parte desse resultado, venha da mente aberta para inovação nas pesquisas e metodologias que programa aceitou e meu orientador incentivou.

 

Murillo e Maisa

 


Agenda Qualificações

  • Rosiane Nunes Silva Coletti Open or Close

    Área: Controladoria e Contabilidade


    Data: 21/08/2020, às 14:00 - horário de Brasília

    Local: Devido à contingência do COVID-19, a banca ocorrerá totalmente online e será transmitida publicamente.

    Título: Análise do perfil das empresas com menor indício de confiabilidade nas demonstrações financeiras: uma aplicação da Lei de Benford

    Link da transmissão ao vivo:   stream.meet.google.com/stream/0bccc20c-b0a8-48a6-902a-1fba9689c50a

    Obs: Apenas usuários com contas "@usp" podem acessar a transmissão. Caso usuários que não possuam estas contas queiram assistir a sessão, deverão nos enviar (com antecedência) e-mail para "posgrad@fearp.usp.br" e enviaremos as instruções.  


    Autor: Rosiane Nunes Silva Coletti

    Comissão Examinadora:        

    Prof(a). Dr(a). Paula Carolina Ciampaglia Nardi - (Presidente)

    FEARP / USP

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Augusto Ambrozini

    FEARP / USP)

    Prof(a). Dr(a). Marli Auxiliadôra da Silva

    Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Agenda Defesas

  • Dhiego Augusto Solino Feitosa Open or Close

    Área:    Controladoria e Contabilidade

    Curso: Mestrado
    Data:    26/08/2020, às 14h00 - horário de Brasília
    Local: Devido à contingência do COVID-19, a banca ocorrerá totalmente online e será transmitida publicamente.

    Link da transmissão: stream.meet.google.com/stream/89467132-1ee1-4ed5-9444-932cf58d0251

    Obs: Apenas usuários com contas "@usp" podem acessar a transmissão. Caso usuários que não possuam estas contas queiram assistir a sessão, deverão nos enviar (com antecedência) e-mail para "posgrad@fearp.usp.br" e enviaremos as instruções.


    Título: A relação entre a contabilidade de hedge e o risco idiossincrático no mercado de capitais brasileiro
    Autor: Dhiego Augusto Solino Feitosa

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Marcelo Augusto Ambrozini (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Antonio Sérgio Torres Penedo (Universidade Federal de Uberlândia - UFU)

    Prof(a). Dr(a). Luiz Eduardo Gaio (Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP)

    Prof(a). Dr(a). Fabiano Guasti Lima (FEA-RP)

     

    Resumo: 

    O objetivo deste trabalho é examinar o efeito da adoção e divulgação da contabilidade de hedge no risco idiossincrático das companhias de capital aberto listadas na Bovespa (B3), entre 2009 e 2018, tendo como fundamentação teórica a Teoria de Agência, Assimetria de Informação e Teoria de Sinalização. Foi empregado como metodologia uma regressão linear múltipla pelo método dos mínimos quadrados ordinários com dados em painel. Para mensuração da variável dependente denominada risco idiossincrático foi utilizado o modelo de estimação de cinco fatores de Fama e French (2015). A variável independente de interesse foi a variável dicotômica adoção da contabilidade de hedge, assumindo valor 0 ou 1 no modelo. Adicionalmente, foram utilizadas variáveis de controle sugeridas pela literatura, como concentração acionária, endividamento, liquidez corrente e distribuição de dividendos por ação. Ressalta-se que todas variáveis de controle se mostraram significantes. Os dados foram obtidos a partir da plataforma Economática®, bem como, quando pertinente, das notas explicativas das companhias participantes da amostra, disponíveis no site da B3. Como resultado, verificou-se uma relação significativa e negativa entre adoção da contabilidade de hedge e o risco idiossincrático, conforme o esperado. Pôde-se concluir, portanto, que a contabilidade de hedge pode impactar o risco idiossincrático das companhias de capital aberto brasileiras. A pesquisa contribui à literatura internacional e nacional, ao prover evidências empíricas sobre o impacto do uso da contabilidade de hedge e da transparência da gestão de risco no risco idiossincrático das companhias, fornecendo maior entendimento sobre a eficiência da norma relativa à contabilidade de hedge no Brasil. A pesquisa fornece, assim, evidências aos formuladores de normas contábeis e aos investidores para que estes possam avaliar e aprimorar as normas contábeis e os processos de tomada de decisão em investimento, respectivamente.

     

Atualização do site

  • Atualizado em: 12 Agosto 2020, 15:48:36.