Novidades

         Próximos Eventos

  

  • Projeto Diálogos com a Comunidade:

27/09/2017 às 19h15 no Anfiteatro Dr. Ivo Torres na FEA-RP. O doutorando Fabrício Neves apresentará o tema: Decifrando o orçamento público. Inscrições aqui.  Veja o vídeo convite.

 

25/10/2017 às 19h15 no Anfiteatro Dr. Ivo Torres na FEA-RP. A Profa. Dra. Diana Vaz de Lima, docente da UnB e pós-doutoranda, apresentará a palestra Solidez da previdência municipal: responsabilidade de quem? Inscrições aqui. Veja o vídeo convite.

 

  • XI Encontro de Professores de Ciências Contábeis, ocorrerá dia 06/10/2017, no Anfiteatro Dr. Ivo Torres na FEA-RP, das 13h30 às 17h00. Inscrições aquiInformações.

 

Agenda Defesas

  • Thiago Alberto dos Reis Prado Open or Close

    Data: 18/10/2017, às 14h00
    Local: Sala 43, Bloco B2 da FEA-RP
    Título: Características institucionais dos países e práticas de evidenciação das provisões e passivos contingentes ambientais: um estudo internacional
    Autor: Thiago Alberto dos Reis Prado

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maisa de Souza Ribeiro (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). José Alonso Borba (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC)

    Prof(a). Dr(a). Isabel Maria Estima Costa Lourenço (Instituto Universitário de Lisboa - ISCTE-IUL) - Skype

    Prof(a). Dr(a). Marcelle Colares Oliveira (Universidade Federal do Ceará - UFC)

    Prof(a). Dr(a). André Luiz Bufoni (Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ)

    Prof(a). Dr(a). Valcemiro Nossa (Fundação Instituto Capixaba de Pesquisa em Contabilidade, Economia e Finanças - FUCAPE)

     

    Resumo: Esta pesquisa objetiva investigar a relação entre as características institucionais dos países de origem das empresas, que adotam IFRS, e a evidenciação das provisões e passivos contingentes ambientais. Com base na Teoria Institucional, espera-se que as características institucionais dos países exerçam pressões sobre as práticas de evidenciação, indo de encontro aos objetivos do IASB de comparabilidade em nível global. Trata-se de uma pesquisa descritiva e explicativa, tendo como amostra 614 observações de 123 companhias do Brasil, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Austrália e China, de setores que exploram o meio ambiente com mais intensidade. O período de análise compreende os anos de 2011 a 2015. Para a coleta de dados relativos à evidenciação de provisões ambientais e passivos contingentes ambientais (variáveis dependentes), utilizou-se a técnica análise de conteúdo nas notas explicativas das Demonstrações Financeiras anuais, com o intuito de gerar índices de disclosure, com a comparação do que é divulgado pelas companhias e as disposições sobre evidenciação da norma IAS 37. As outras informações (variáveis independentes) foram também coletadas nas Demonstrações Financeiras das companhias e nos indicadores emitidos pelo World Economic Forum, World Bank Worldwide Governance Indicators e pelo estudo de Hofstede (1980). Para identificar a relação entre a variável dependente e as variáveis independentes, empregou-se regressões com dados em painel com modelos estimados por meio da técnica de efeitos aleatórios. Posteriormente, avaliou-se a comparabilidade de maneira específica para cada uma das informações, por meio de Índices de Uniformidade, objetivando encontrar as principais dissimilaridades nas práticas de reporte. Os resultados obtidos com as regressões com dados em painel mostraram que o disclosure de provisões ambientais está relacionado com as variáveis de interesse dos sistemas político, financeiro e cultural do país de origem das empresas. No entanto, em relação a passivos contingentes ambientais, apenas a variável de interesse do sistema financeiro apresentou relação estatisticamente significativa com a variável dependente. As evidências de isomorfismo coercitivo e mimético encontradas permitem inferir que a evidenciação de passivos ambientais está relacionada com fatores múltiplos e conflitantes com o escopo de comparabilidade do IASB, o que compromete este objetivo e sinaliza a não comparabilidade. Os achados da avaliação dos Índices de Uniformidade mostraram que há baixa comparabilidade em várias informações evidenciadas, tanto na dimensão within-country, quanto na dimensão between-countries e sugerem que a institucionalização das práticas de reporte encontra-se no estágio de objetificação. A principal conclusão deste trabalho é a de que, apesar de existirem pressões normativas para a existência da comparabilidade, há pressões institucionais conflitantes de outros atores sociais, de caráter coercitivo e mimético, fazendo com que as empresas, em busca de legitimidade, conduzam suas práticas de reporte estrategicamente, contrariando os objetivos do IASB.

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